terça-feira, julho 03, 2007

Provações que encontramos no meio do caminho para o Caminho do Meio

Talvez este post fosse mais adequado ao Invisible Front, contudo fiz uma promessa de levar até as últimas consequências a batalha da maneira do Guerreiro Pacífico... segue então um trecho de um conto não publicado de uma personagem que eu gosto muito a título de desabafo:

É estranho, após todos esses anos vendo de tudo um pouco que às vezes me pareça mais inconcebível crer em Deus do que em qualquer outra coisa, algo tão fácil para os laicos (humanos adormecidos, os felizes!) por vezes tão impalpável para muitos de nós. Esse mesmo Deus de que tanto tenho um misto de raiva e esperança, eu todos os dias rogo que ponha fim... fim ao tormento de estar aqui! Talvez alguns de vocês digam que não passo de um velho babão que não agüenta mais o tranco ou que fiquei sentimental com o tempo, talvez existam até aqueles a dizer que não soube usufruir do poder, tolos! O tempo a tudo corrói e vai mostrar que isto também é bobagem mas a maioria ainda achará que o poder tudo pode proporcionar infelizmente não tudo e não ao tempo todo, para ser sincero muito pouco por menos tempo ainda...

(Alexander MacAllister)

Pela primeira vez em muito tempo consegui domar a cólera e o reflexo de golpear de modo fatal, ao invés disto procurei acalmar-me e lancei mão da pena... ironicamente o efeito foi bem mais devastador!

Os estilhaços têm grande probabilidade de atingir-me...

Aí podem ocorrer três possibilidades:

  1. saio todo arrebentado,

  2. meu Pai intervém e me mantém vestido com Suas Roupas

  3. e menos improvável eu finalmente aprendo a transformar flechas flamejantes em pétalas de lótus.

O mais importante é que além de não nutrir mais ódio (o que é bem diferente de sede de verdade e justiça) não tenho mais medo pois, nunca me senti tão na companhia Dele.


terça-feira, junho 12, 2007

Não está acontecendo como eu tinha imaginado...

Voltar ao "Caminho do Meio" está sendo mais "trabalhoso" do que seguir o ''meifumadô''...



Mas já que estou aqui buscarei seguir a máxima de um dos ícones do heroísmo (ainda que eu saiba que onde há heróis há tragédias e esta parte eu dispenso...) e bravura Buzz Lightyear:



"Ao Infinito e além!"

quinta-feira, maio 31, 2007

O Guerreiro Retoma o Caminho

Você está perdido. E decidiu voltar ao caminho original. O que fazer? Primeiro de tudo, não se desespere. Você não se perdeu de vista - apenas não está onde gostaria de estar, só isso. Visto desta forma é menos angustiante.



Oriente-se. De que lado nasce o sol? Onde se põe? Pelo menos agora, algo está claro: o seu norte. Olhe para o céu. Onde está a Abóboda Celestial? Onde está o cruzeiro do sul? Reconstrua mentalmente o caminho percorrido. Exatamente em que ponto você abandonou o caminho original? Você não está só. Há mais irmãos com você. Peça ajuda a eles; eles certamente atenderão.



Se for noite, não se mexa. Você não sabe o que encontrará na floresta. Talvez encontre guardiães, mas o certo é que espíritos malignos também o ameaçarão. Espere o sol nascer e caminhe durante o dia. Racione a comida, a água, a respiração, as batidas do coração. Pode demorar um pouco para você retomar o caminho. Se for inverno e tudo estiver coberto pela neve, você terá de ser ainda mais cuidadoso. A paisagem é mais nublada, a estrada mais difícil de ser reconhecida. Proteja-se do frio e mantenha os pés, particularmente, aquecidos.



Se tiver ido longe demais, terá de esperar o degelo da primavera para retornar. Enquanto isso, esforce-se para deixar marcas que outros irmãos sejam capazes de reconhecer. Se precisar de ajuda, se precisar ser visto, sobressaia-se. Se estiver realmente perdido, entrar em reclusão não vai ajudá-lo.



Mas, sobretudo, não desista, não negligencie a si mesmo, não se acomode. Senão, o manto glacial da Morte o tomará. Se quiser mesmo voltar, procure por um rio. Mais cedo ou mais tarde, chegará às areias quentes da praia.